sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Enquanto a memória não falhar
Eu sei que tudo isso um dia não terá toda a sua totalidade de agora. Eu sei que os detalhes vão sendo apagados pouco a pouco. Também sei que você não sabe o que meus olhos enxergaram, mesmo estando em posições parecidas ou no mesmo lugar presenciando o mesmo fato. Só não sei o porquê que depois de um fim, algumas coisas perdem o sentido, ou a graciosidade que havia… e você sabe que havia.
O tempo já passou
O tempo é vago enquanto o corpo vaga. Os sentidos permanecem dispostos a frente, mas nem sempre os olhos captam tais divagações. Alheios ou não, os minutos passam enquanto penduram lembranças, como se fosse um porta retrato, traçando novos rumos involuntariamente voluntário.
Onde estão as palavras que há tempos atrás refleti? Estão cravadas naquele mesmo barco ancorado em recordações lixadas e ilegíveis. Mesmo que a evolução seja constante - para melhor ou pior, tanto faz agora… o tempo já passou - o mesmo sorriso jamais poderá ser dado novamente.
Seguir em frente.
Onde estão as palavras que há tempos atrás refleti? Estão cravadas naquele mesmo barco ancorado em recordações lixadas e ilegíveis. Mesmo que a evolução seja constante - para melhor ou pior, tanto faz agora… o tempo já passou - o mesmo sorriso jamais poderá ser dado novamente.
Seguir em frente.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Os filhos da morte burra
Jovens sem nenhuma utopia
Caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas
Sem nenhuma luz, sem nenhuma luz de Fernando Pessoa
Fechados nas sexuais telas da impotência
Se masturbam contemplando corpos em decomposição!
Norte da minha fé,
Onde estavam o beija-flor e o arco-íris
Na hora do nascimento dessas criaturas?
Quantas gotas de flor restam nos corredores dos céus
De vossas bocas?
Quais fontes clamam por vossos nomes?
Eu entrando na virtuosa idade
E eles entrando em idade nenhuma.
Os filhos da morte burra
Cheiram o branco pó da anemia
Esqueceram que um dia tocaram na poesia da
Transgressão em pleno ventre de suas esquecidas mães
Esqueceram de colar o ouvido ao chão
Para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas.
Os filhos da morte burra
Jamais levantam uma folha para conhecer o amor dos insetos
Jamais erguem taças ao luar para brindar a
Vigorosa lua, os filhos da morte burra,
Desconhecem ou jamais ouviram falar em iluminação
Apenas abrem a boca para vomitar
Edu Planchêz
Caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas
Sem nenhuma luz, sem nenhuma luz de Fernando Pessoa
Fechados nas sexuais telas da impotência
Se masturbam contemplando corpos em decomposição!
Norte da minha fé,
Onde estavam o beija-flor e o arco-íris
Na hora do nascimento dessas criaturas?
Quantas gotas de flor restam nos corredores dos céus
De vossas bocas?
Quais fontes clamam por vossos nomes?
Eu entrando na virtuosa idade
E eles entrando em idade nenhuma.
Os filhos da morte burra
Cheiram o branco pó da anemia
Esqueceram que um dia tocaram na poesia da
Transgressão em pleno ventre de suas esquecidas mães
Esqueceram de colar o ouvido ao chão
Para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas.
Os filhos da morte burra
Jamais levantam uma folha para conhecer o amor dos insetos
Jamais erguem taças ao luar para brindar a
Vigorosa lua, os filhos da morte burra,
Desconhecem ou jamais ouviram falar em iluminação
Apenas abrem a boca para vomitar
Edu Planchêz
Equilíbrio
E os dias sombrios passaram carregando apenas fagulhas de sorrisos presos em seu interior procurando a tão sonhada alforria, sem querer destruir outras concepções que poderiam causar desarmonia, torcendo em silêncio para que pudesse se libertar em um submundo semi real. Talvez o arrepio intenso em se ouvir/ver as palavras que se queria arrancar de outros lábios sem acrescentar covardia a tal índole seja o mais descritível num pós momento de libertação dum carma pessoal. Porém, sente-se certa agonia por talvez saber de tais coisas que eram importantes para outro alguém se perderam… Eis o equilíbrio.
Outros grãos espalhados...
Planos são fábulas que nem sempre pode se tornarem reais. Muitos planejam, muitos dão certezas, muitos correm na hora do resultado. Planos pela não colaboração de outrem, quando envolvidos, então é um caminho à decepção. Se tudo na vida é incerto, porque pessoas teimam em dar certezas? De que adianta imaginar que o quebra-cabeças está pronto se não se avista o paradeiro das demais peças além das conquistadas?
Outra pessoa, outro universo. Nem sempre se pode contar com quem você quer agora. As variáveis sempre serão variáveis, se ao contrário não teriam esse nome. O que se pode prever, de maneira menos incerta, é tudo aquilo que depende de uma pessoa só: VOCÊ!
Outra pessoa, outro universo. Nem sempre se pode contar com quem você quer agora. As variáveis sempre serão variáveis, se ao contrário não teriam esse nome. O que se pode prever, de maneira menos incerta, é tudo aquilo que depende de uma pessoa só: VOCÊ!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Filtro
Não sou mau por utilizar suas próprias palavras contra você. Foi você quem não escolheu bem o que disse há tempos atrás. E se você não quiser mais me ouvir, feche a porta da sua casa… mas nunca, nunca mais abra-a novamente para tentar me encontrar. Não estarei ali. Não estarei lá. Não estarei em lugar algum sem que seja, se estiver, no teu pensamento.
Eu criei um mundo perfeito, o qual você ilustrou quando estava aqui. Quando se foi, percebi que era só uma maquiagem à destruição. As flores murcharam, os rios se secaram, o caos se estabeleceu. Porém, ainda existe uma gota, uma flor e um artifício de paz. Então perco-me em pensamentos de que esse sempre foi o mundo que criei.
Nem tente mudar agora, nem queira. O tempo já passou e eu… não estou mais debaixo da árvore daquela esquina a lhe esperar. Talvez um dia eu volte… ou o tempo passe novamente.
Eu criei um mundo perfeito, o qual você ilustrou quando estava aqui. Quando se foi, percebi que era só uma maquiagem à destruição. As flores murcharam, os rios se secaram, o caos se estabeleceu. Porém, ainda existe uma gota, uma flor e um artifício de paz. Então perco-me em pensamentos de que esse sempre foi o mundo que criei.
Nem tente mudar agora, nem queira. O tempo já passou e eu… não estou mais debaixo da árvore daquela esquina a lhe esperar. Talvez um dia eu volte… ou o tempo passe novamente.
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